Historia da RCC

estamos a funcionar em regime experimental…

 

O projecto

Introdução

O Moçambique é um país jovem com só trinta anos de independência. A localização geográfica rendeu-o da sempre um lugar de grande passaje, o porto de muitos país pertos desprovidos de acesos ao mar. Isto facilitou o nascimento de corredores e rendeu-o animado teatro de densas trocas comercial. Num tal contexto, um dos desafios mais grandes continua a ser a educação cívica, a formação e a informação a benefício da povoação.

O Distrito de Caia, localizado na bacia hidrográfica do Rio Zambeze, representa um dos corredores principais de Moçambique: liga o Sul ao Norte do país, através da estrada nacional nr. 1 e através os batelões que ligam as margens da província de Sofala e da província da Zambézia, no local onde esta surgindo a “ponte da unidade nacional”. A linha-férrea que liga a cidade da Beira a Maotize (Província de Tete) também está em curso de reabilitação.

Caia portanto como lugar em plena transformação com as suas grandes riquezas e potencialidades, naturais e humanas, e as suas vulnerabilidades. O Rio representa um grande recurso para a fertilidade dos terrenos, mas também para a produção de energia eléctrica. De facto na Bacia do Rio Zambezi estão duas barragens: Kariba e Cahora Bassa. O peso económico destas barragens faz que a região tenha uma importância especial. No mesmo tempo o Rio resulta um grande perigo por causa das cheias violentas e imprevistas.

A população de Caia vive anualmente problemas de cheias ou inundações como consequência das descargas das barragens e das épocas chuvosas intensas por ser uma zona a jusante e baixa e sem condições de prevenção.

Os dados da Direcção Provincial da Saúde, alertam também sobre a taxa de seroprevalência que e a maior da Província depois da cidade de Beira (cerca do 30%).

A perspectiva da ligação de Vila de Caia à energia de Cahora Bassa dentro do ano 2007 junto com outros factores de mudança, facilitaram a ideia de instalar uma rádio comunitária, acessível a população local – valorizando portanto o idioma local chisena – que responda a necessidade duma informação mais adequada as exigência da comunidade local. O desempenho, assumido pelo Distrito de Caia, de favorecer a participação comunitária na planificação das políticas distritais (PEDD), não pode que encontrar na Rádio Comunitária um lugar idóneo para as suas potencialidades de criar um espaço de debate aberto, democrático e participativo.

Neste sentido, o programa de cooperação comunitária entre a Província Autónoma de Trento e a Província de Sofala (Distrito de Caia), desde o seu inicio no ano 2001, leva a frente a ideia duma cooperação entre territórios, capazes de envolver a participação da gente e de promover a participação comunitária, na óptica do recíproco desenvolvimento das comunidades.

O desafio de criar uma Rádio nasce do um pedido feito da comunidade a nossa organização no ano 2005. O exigência expressa por parte da comunidade de Caia é aquela de se dotar de um instrumento de comunicação que cubra a lacuna de falta de informação a nível do distrito (em modo particular em língua chisena) e ao mesmo tempo aumentar os conhecimentos para o melhor combate a pobreza absoluta.

O Consorçio Associaçoes com Moçambique, que gere o programa multisectorial de cooperaçao comunitaria “Trentino em Moçambique”, atraves do projecto da Oficina Pedagogica, implementando conjuntamente da DDE Caia, tinha feito um diagnostico que confirmou o interesse de criar uma Radio Comunitaria.

Por sua parte o Governo Distrital apoiado a ideia, sobretudo em ligação ao desempenho no âmbito da Gestão dos Riscos e Calamidades. De facto a presencia de uma rádio podem reduzir o risco em caso de cheias ou ciclones através a divulgação de mensagens sobre Avisos Prévios.

 

Área de intervenção

O lugar ideal pela instalação da Rádio Comunitária de Caia fica no bairro de Amilcar Cabral, pouco longe do centro da Vila de Caia, num edifício de nova edificação. Perto a esta estrutura vai-se a construir uma torre acerca de 25 metros para a antena.

O lugar individuado apresenta certamente duas vantagens: ante tudo, Amilcar Cabral está situado sobre uma pequena colina, o que permite a nível técnico de garantir uma reza maior das antenas. Em secundo lugar a rádio de esta maneira surgirá no centro dum bairro muito povoado e muito perto ao centro da cidade, o que facilita o passaje das pessoas e a circulação de ideais.

A Rádio Comunitária de Caia prevê de garantir a cobertura num raio de 100 Km no Distrito de Caia.

 


Estratégia de Intervenção

Objectivo Geral

Fortalecer os processos de participação comunitária, promovendo a cultura local e criando um espaço de debate que envolva quanto mais sujeitos possíveis. Facilitar o acesso a informação comunal bem investigada, para o fortalecimento de valores democráticos e para aumentar a motivação da população a uma participação activa na vida do país.

 

Objectivos Específicos

Þ      Informar sobre questões, factos e acontecimentos locais e nacionais de utilidade pública; em consideração da escassa distribuição de noticias (falta de jornais quotidianos).

Þ      Construir programas virados a satisfazer as necessidades e as aspirações locais:

Ø       Prevenção e gestão de riscos e calamidades;

Ø       Sustentar a politica de gestão das terras;

Ø       Sensibilização em âmbito sanitário para prevenir as doenças (HIV-SIDA, Cólera);

Ø       Sustentar e desenvolver as técnicas agrícolas,

Ø       Promoção da educação da rapariga.

Ø       Sustentar a cultura e a tradição local (musica, dança e histories)

Ø       Sustentar os direitos das mulheres e das crianças.

Ø       Favorecer o aceso à língua portuguesa através duma programação em dupla língua (português e chisena).

 

Þ      Encorajar o diálogo e o processo democrático construindo ligações entre as grandes questões de nível nacional com as problemáticas locais;

Þ      Oferecer um sevicio alternativo a telefonia, atingindo áreas não cobertas da rede telefónica;

 

 


Resultados esperados

Serviços

1.      Instalada a Rádio Comunitária de Caia (Community Boardcasting) sem finalidade de lucro, em emissão FM, com capacidade de cobertura do distrito de Caia.

2.      Construídos programas de radiodifusão viradas a informar sobre questões, factos e acontecimentos locais de utilidade pública, a promover a cultura local, a educar no âmbito dos direitos, da saúde pública, da agricultura, da correcta gestão do território.

 

Capacity Building

3.      Seleccionados um grupo de pessoas com talento em grau de dar um impulso dinâmico e criativo a Rádio Comunitária de Caia e em grau de manter uma grande ligação com a comunidade. Em esta maneira o grupo que vá a gerir a Rádio é uma expressão do sentido comunitário.

4.      Formados 5 jornalistas, dos quais 1 técnico, em dois anos para garantir o arranque da Rádio Comunitária de Caia, através da consultoria técnica de um jornalista profissional.

5.      Criado um grupo de colaboradores esterno as redacção que permite de manter uma forte ligação com o território.

6.      Construídas uma associação comunitária (que não seja envolvida em assuntos políticos ou religiosos) em grau de garantir uma gestão autónoma da Rádio em dois anos.

7.      Criado um espaço para os estudantes da escola com o fim de envolve-los activamente na Rádio Comunitária e de oferecer uma oportunidade de crescimento humano e profissional.

 

Network

8.      Construída uma parceria entre todos os intervenientes do projecto (Instituto de Comunicação Social, Governo do Distrito de Caia, Consorcio Associações com Moçambique, outros actores);

9.      Construída uma rede de colaborações com as rádios de Trento (Itália) interessadas em criar actividades de troca de experiência com a Rádio Comunitária de Caia;

10.  Construída uma rede de colaborações entre outras experiências de Rádio Comunitárias em Moçambique, e com Rádio Moçambique. Participação ao fórum nacional das Rádios Comunitárias.

 


Uma resposta to “Historia da RCC”

  1. RCC – Radio Comunitária de Caia
    Una radio per raccontare e per raccontarsi…

    Il giorno 24 novembre 2007 è stata inaugurata la nuova emittente comunitaria per il Distretto di Caia

    Se la musica aiuta a superare barriere, confini, distanze geografiche e culturali; crea momenti di incontro e di scambio, sperimenta contaminazioni e mondi possibili… Una Radio rappresenta allora uno strumento privilegiato per creare occasioni di incontro e confronto, per pensare e ri-pensarsi, per raccontare e raccontar-si.

    Che emozione… oggi passeggiando per Caia, tra il mercato e la casa del Regulo Tanga Tanga, tra i riparatori di biciclette e il sarto.. una voce nuova intrattiene le persone alle prese coi loro vecchi e nuovi mestieri… “Mandoquerwa! Boas tardes queridos ouventes.. aqui RCC, Radio Comunitaria de Caia…”. Fa vibrare forti le corde dell’emozione e dell’entusiasmo sentire che la voce è una voce conosciuta, massena: “Ma sì, è Pereira, quel ragazzo di Amilcar Cabral… ma allora è vero, finalmente anche Caia ha una radio comunitaria!”. In onda in modulazione di frequenza 94.9 Mhz e con un raggio di diffusione di circa 60 Km (garantendo così la copertura dell’intero Distretto), RCC ha iniziato ad essere in attività dopo la cerimonia ufficiale di inaugurazione e una grande festa per l’intera cittadina.

    Il 24 novembre 2007 è stato il giorno dell’inaugurazione, che ha visto la partecipazione dell’Amministratore del Distretto di Caia José Cuela Antonio, del consigliere dell’Ambasciata Italiana Gabriele di Muzio e del Governatore della Provincia di Sofala Alberto Vaquina. Ma era presente anche una delegazione arrivata per l’occasione dal Trentino: alcuni componenti del consiglio direttivo e il Presidente della Cassa Rurale di Trento, finanziatori del progetto, all’interno del Programma di cooperazione comunitaria tra la Provincia di Trento e la Provincia di Sofala, coordinato a Caia dal Consorzio Associazioni con il Mozambico.
    Ma soprattutto è la comunità che ha fatto festa, con un’emissione pubblica con dediche e musica tradizionale dal vivo fino al tramonto, per poi continuare con un concerto nella piazza principale. Gruppi locali ed i Niacha di Beira hanno suonato fino a tarda notte per festeggiare la nascita della nuova emittente e coinvolgendo la popolazione in un evento di festa collettivo.

    Per il Consorzio una tappa importante, il compimento della prima fase di un progetto che ha un significato particolare per l’approccio comunitario e partecipativo che lo ha contraddistinto. Ma anche per le prospettive che si aprono con un mezzo di comunicazione a Caia: una possibilità di rinforzo a tutte le attività trasversalmente volte all’informazione ed alla formazione che da sempre fanno parte della logica di intervento del Consorzio. In particolare attraverso la realizzazione di programmi di servizio informativo di cui è emersa l’esigenza nei vari settori di intervento che già da alcuni anni vengono implementati dal Consorzio nel Distretto: in ambito sanitario, educativo, agricolo, di pianificazione territoriale e di sviluppo economico attraverso il microcredito. Un canale di diffusione che può incrementare l’incisività di un programma multi-settoriale ed integrato, finalizzato allo sviluppo di questo distretto, ma anche allo scambio e alla crescita reciprocamente stimolata delle due comunità coinvolte, Caiense e Trentina.
    Ma naturalmente la radio, gestita da un’associazione locale e da un’equipe locale di tecnici e giornalisti, potrà offrire molto di più, dall’intrattenimento alla musica, sarà un luogo in cui la comunità avrà un proprio spazio per esprimersi e raccontarsi, per realizzare delle trasmissioni che in primo luogo rispondano alle esigenze ed aspettative della popolazione.

    Il progetto di creare una Radio Comunitaria per Caia nasce infatti qualche anno fa su richiesta della comunità locale, che esprimeva con forza il sogno-bisogno di un mezzo che potesse favorire la comunicazione e l’informazione all’interno del Distretto. E’ stato quindi disegnato un progetto il cui obiettivo principale era quello di facilitare l’accesso all’informazione e favorire di riflesso la partecipazione attiva della popolazione nella vita del Paese. Si colloca quindi all’interno dell’obiettivo più generale di appoggio ai processi di partecipazione comunitaria, promuovendo lo sviluppo della cultura locale e creando uno spazio di comunicazione e discussione che coinvolga più attori possibili. In particolare la Radio intende informare su fatti e avvenimenti locali e nazionali di utilità pubblica, costruire programmi su temi di interesse comune come la prevenzione e la gestione di rischi e calamità, sostenere la politica di gestione della terra, sensibilizzare ai temi della salute pubblica nella prevenzione di malattie come l’HIV-AIDS e colera, sviluppare e diffondere il miglioramento delle tecniche agricole, promuovere l’accesso all’educazione, la valorizzazione della cultura e della tradizione locale, ma anche favorire l’accesso alla lingua portoghese attraverso una programmazione bilingue (portoghese e chisena). Intende inoltre incoraggiare il dialogo ed il processo democratico costruendo legami e ponti tra le grandi questioni a livello nazionale e le problematiche locali. Infine offrire un servizio alternativo alla telefonia coprendo aree non ancora raggiunte dalla rete telefonica.

    Con i primi mesi dell’anno è partito il progetto e il lavoro comunitario attraverso il coinvolgimento di tutti i quartieri intorno alla Vila de Caia, con incontri e laboratori itineranti. L’obiettivo era quello di raccogliere aspettative e disponibilità per la creazione di un servizio che vuole essere PER la comunità ma soprattutto voce DELLA comunità. É stata inoltre un’occasione importante per entrare nella vita di bairro, fatto non solo di bambini e machamba, ma anche di momenti aggregativi e di festa, di batuke e utzi, di strumenti musicali auto-costruiti e di tanta voglia di comunicare… E da lì incominciare a conocere le persone, i ragazzi che sognano un futuro da giornalisti e ascoltare il loro notiziario fatto di piccole e grandi storie di bairro quotidiane. Sotto grandi alberi registrare voci, canzoni, musiche e storie con un microfono ed un amplificatore, per poi riascoltarle insieme, fino a farsi sorprendere dalla buia e luminosa notte africana…
    Una torre svetta nel bairro di Amilcar Cabral, dove è stata realizzata la struttura attraverso l’opera di una micro-impresa locale; sono state acquistate e installate le attrezzature grazie anche all’aiuto di due radio-amatori trentini con alle spalle altre esperienze di radio in Africa. Si è costituita ed è stata riconosciuta un’associazione culturale locale che funge da organo direttivo della radio ed in questa prima fase ha prestato il proprio servizio volontario nel seguire tutta la fase di costruzione e costituzione della radio. Si è passati quindi alla fase della formazione: tutti colori i quali durante il percorso comunitario si sono dimostrati interessati al giornalismo (circa 80 persone) sono stati coinvolti in un programma di formazione generale e di avvicinamento ai temi dell’informazione. Questo nell’ottica di offrire degli strumenti di approccio al giornalismo per un’ampia base, che futuramente potrà dare voce alla propria comunità ed in particolare ai vari bairros intorno alla cittadina di Caia. La selezione e la formazione più specifica che è seguita ha permesso di giungere ad un gruppo di tecnici-locutori-giornalisti di circa 20 persone, che in questa prima fase di trasmissioni si alternano per dare voce a RCC. Tra questi verrà scelta l’equipe fissa che lavorerà in Radio; rimarrà tuttavia fondamentale la partecipazione e la collaborazione con quanti hanno condiviso il percorso finora, per non perdere la dimensione di forte aderenza al territorio che fin da subito ha contraddistinto il progetto.

    Nella comunità sta la forza e la peculiarità della proposta. Nell’idea cioè che questa Radio possa essere un servizio capace di dare risposte alle sfide quotidiane della gente semplice; che da questa radio la comunità si senta rappresentata, nella molteplicità delle identità e delle idee; trovando in essa il proprio spazio di espressione e una voce in grado di esplicitare e difendere i suoi bisogni. Ed è in questa dimensione partecipativa, che si è riconosciuta la Cassa Rurale di Trento quando ha deciso di appoggiare il progetto. Un finanziamento di 44.000 Euro che ha permesso di realizzare la radio e cominciare con le attività, ma non solo. Un appoggio ed un vivere fianco a fianco che è proprio della cooperazione comunitaria e che permetterà a RCC di trovare poco a poco la propria dimensione e la capacità di sostenibilità attraverso l’offerta di servizi e la collaborazione con altri possibili partner presenti sul territorio. In questo contesto e nel tentativo di continuare a costruire e percorrere quel ponte che lega il Mozambico al Trentino, nasce anche la collaborazione con diverse emittenti trentine, in particolare con Radio Studio Sette e una radio Web universitaria. Si prevede di realizzare occasioni di scambio radiofonico su diversi temi di interesse comune oltre che offrire occasioni formative per i neo-giornalisti di RCC.

    Sicuramente la sfida è grande e siamo solo all’inizio. Lo slancio partecipativo per ora è molto forte, come il desiderio di creare un servizio veramente utile e di espressione comunitaria. In questo entusiasmo anche le nostre radio trentine rivivono il loro grande slancio iniziale e possono ritrovare un modo di fare radio che forse col tempo ha perso, almeno in parte, la carica ideale degli inizi. Anche in questo sta il senso della cooperazione comunitaria: incontrarsi, e attraverso l’altro vedersi e ri-vedersi, pensarsi e ri-pensarsi…

    Lo sforzo di raccontar-si rappresenta da sempre una forma di costruzione dell’identità per l’essere umano, ed è ancor più importante quando l’identità è un essere in divenire, come è Caia. Un territorio in divenire sia in senso geografico-paesaggistico, ma soprattutto umano. Forti sono i cambiamenti che sta vivendo il Distretto: dalla costruzione del ponte sullo Zambeze all’arrivo dell’energia elettrica, di nuovi attori e programmi, allo sviluppo che poco a poco sta arrivando in forme diverse, ma anche secondo criteri di distribuzione e modalità non uniformi. La “periferia” rischia, come sempre, di rimanere nell’oblio della dimenticanza o dei chilometri che la separano dal “centro”. E lo sviluppo, sappiamo bene, se non è graduale, ma soprattutto se non ha strumenti di analisi e non contempla modalità di partecipazione attiva da parte di tutti i soggetti in gioco, può declinarsi in forme di sopraffazione e ulteriore emarginazione per la maggior parte della popolazione.
    E’ per questo che crediamo che RCC rappresenti una grande occasione… per sintonizzarsi sulle frequenze di mondi diversi e mondi possibili, mondi che nell’incontro imparano a dar vita a nuove forme di comunicazione e di essere comunità.

    Francesca

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